Não sei se arteiro ou artista, tenho vivido a divertir-me e a divertificar-me em todos os ramos da arte da palavra, por juulgar, desde menino, que, bem feitas as contas, são um só o ator, o dramaturgo, o romancista, o cronista, o poeta e mais todo o rol que intenta traduzir emoções do ser humano. Teatro é a poesia que se levanta do livro - dizia Garcia Lorca. E eu concordo.
Em longo percurso pelos caminhos da arte, só me resta agradecer a boa acolhida que a simpatia do público ofereceu a este viandante solictário.
Aplauso, em cena aberta, em minha estréia, no Theatro São Pedro, em 1948. Placa de bronze, na mesma casa de espetáculos, em 1983. Título de Cidadão Emérito de Porto Alegre.
"Rubiáceas em Maringá" (história romanceada do Café), ganhou prefácio mais do que elogioso de João Bigotte Chorão, então presidente do Círculo Eça de Queiróz, de Lisboa; palavras de candente admiração de Antonio Carlos Villaça, e crítica mais do que alentadora de José Mário Silva, em página inteira do Suplemento do Diário de Notícias (Lisboa).
A mesma sorte recaiu em "Herança da luta de Abilio de Nequete, com pósfascio de Maria Helena Kuhner, que salienta cigorosamente as qualidades do memorial.
O que falta saber de mim ´e é tanto! - é melhor deixar para outra ocasião. E aí vãos as crônicas, na esperança de que elas agradem tanto a vocês quando vieram agradando, dia após dia, minha fraterna amiga, Abigail Dias, que se deu ao trabalho de digitá-las.
Por que escrever? Por que? Para que, em certa hora, o autor, angustiado, releia a vida no espelho do passado. Porque o autor é ele mesmo o mais tudo o que nele viveu.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
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